A Aliança no Pão. 1ª Coríntios 11, versos de 23 a 28.
A Ceia do Senhor, não é apenas uma cerimônia que repetimos, porque faz parte da tradição da Igreja. Ela foi instituída, pelo próprio Jesus e entregue à sua Igreja, como um sinal visível da graça do Evangelho. Paulo, afirma aos coríntios. “Eu recebi do Senhor o que também vos entreguei”. Portanto, quando participamos da Ceia, não estamos simplesmente, olhando para um ritual; estamos sendo conduzidos novamente, ao centro da nossa fé que é Jesus Cristo e sua obra redentora.
A Ordem Sobrenatural do Rei. O apóstolo Paulo, transmite o que recebeu do próprio Senhor. "Fazei isto em memória de mim". Na teologia reformada, entendemos que as ordenanças de Cristo, não são sugestões opcionais para a Igreja, mas mandamentos soberanos de Nosso Rei. A soberania de Deus, exige a nossa obediência fiel. Ao participar do pão e do cálice, não cumprimos um mero ritual humano, mas atendemos a um decreto divino. Pense em um soldado no campo de batalha. Ele não questiona, nem altera as ordens superiores do seu comandante, ele as executa com rigor e zelo. Da mesma forma, manter a mesa do Senhor ativa, é a nossa primeira resposta de submissão à mensagem da cruz, o centro absoluto da história da redenção.
O Púlpito Visível da Graça. A Ceia do Senhor, é uma pregação encenada, onde o Evangelho é anunciado aos nossos sentidos. Paulo afirma que, ao comer deste pão e beber deste cálice, anunciamos a morte do Senhor até que ele venha. Esta proclamação, carrega uma mensagem tríplice indissolúvel. Primeiro, olha para o passado, focando na morte substitutiva, e expiatória de Cristo na cruz pelos eleitos. Segundo, olha para o presente, testificando a ressurreição do Senhor, que hoje reina e nutre espiritualmente Sua Igreja. Terceiro, aponta para o futuro, alimentando a nossa bendita esperança, na Segunda Vinda de Cristo. É como um farol no oceano, a luz não apenas avisa onde o navio esteve e onde está agora, mas guia com segurança a navegação até o porto final. A mesa prega visivelmente, aquilo que o púlpito projeta audivelmente.
O Altar de Gratidão e Autoexame. Celebramos a Ceia, porque ela nos conduz a uma profunda resposta de gratidão, e reverência. Diante do sacrifício vicário no Calvário, onde a justiça divina foi satisfeita, e o amor do Pai foi derramado, nossos corações se enchem de louvor, por uma salvação que jamais poderíamos merecer. Contudo, essa gratidão exige, um exame de consciência sério. "Examine-se, pois, o homem a si mesmo". Na perspectiva calvinista, os elementos não se convertem fisicamente, mas a presença espiritual de Cristo é real para os salvos. Assim como uma pessoa, não se aproxima de um tribunal real, sem antes vestir trajes adequados, e alinhar sua postura, não podemos nos aproximar da mesa, sem confersamos nossos pecados a Deus. A Ceia só nos fortalece espiritualmente à medida que nos arrependemos e renovamos nossa aliança com Deus.
Queridos. A Ceia do Senhor, aponta o caminho das bênçãos eternas, que Deus preparou para o Seu povo. Através desse alimento simbólico, o Espírito Santo fortalece a nossa fé, consolida a nossa união com o Cristo vivo, e revigora a nossa caminhada cristã, até o dia do Grande Banquete Celestial. Agora com alegria, abra o seu coração para receber a bênção deste dia.
Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual.
Comentários
Carregando comentários…
