Instantes com Deus

A Maior das Eleições

04 de outubro de 2026
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A Maior das Eleições

A Maior das Eleições

Nas últimas semanas, nossas ruas foram tomadas por bandeiras, discursos inflamados e a promessa insistente de que o voto de cada cidadão mudaria os rumos da história. A democracia nos concede o poder da escolha, o suspense das urnas e a expectativa de um novo governo. Contudo, por trás da polarização das urnas e da febre eleitoral, existe uma outra eleição — infinitamente mais solene, invisível aos olhos humanos, mas com consequências eternas: a eleição divina.

O apóstolo Paulo, escrevendo aos crentes de Éfeso, rasga o véu da eternidade para nos revelar um decreto que antecede qualquer cédula ou urna: "Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis perante ele em amor" (Efésios 1:4). Aqui pulsa o coração do calvinismo bíblico: a doutrina gloriosa da eleição incondicional.

Na política terrena, o eleitor vota por simpatia, por promessas ou por conveniência. O candidato faz campanha, gasta sola de sapato e tenta conquistar o favor popular. Mas na eleição da graça, a dinâmica é rigorosamente inversa. Deus não olhou para a história e anteviu quem escolheria a Sua salvação por mérito próprio. Paulo é categórico ao afirmar em Romanos 9 que, antes que os gêmeos sequer nascessem e praticassem o bem ou o mal, o propósito de Deus segundo a eleição permaneceu firme, não pelas obras, mas por aquele que chama.

Pensemos na analogia. Na eleição política, a cédula é preenchida por mãos humanas. Na eleição da graça, o livro da vida foi escrito pelas mãos do próprio Deus antes que o primeiro astro brilhasse no firmamento. Nenhum eleito faz campanha para o Céu; nenhum pecador corrompido votaria em Deus por iniciativa própria, pois, como diz a Escritura, "não há quem entenda, não há quem busque a Deus". Se dependesse de nós pecadores, as urnas celestiais estariam eternamente vazias.

É exatamente aqui que reside o assombro e o conforto da soberania divina. A eleição pela graça não é excludente por crueldade, mas inclusiva por pura misericórdia. Quando a justiça exigia a nossa condenação, o Grande Eleitor nos escolheu "nele" — em Cristo. Ele nos separou não porque éramos bons, mas para que nos tornássemos bons pela obra regeneradora do Espírito Santo.

Portanto, enquanto as eleições dos homens geram ansiedade, divisões e incertezas sobre o amanhã, a eleição divina nos fixa em uma rocha inabalável. Se você está em Cristo hoje, a sua segurança não repousa na volatilidade da sua vontade, mas na fidelidade imutável do decreto de Deus. Ninguém pode arrebatar os eleitos da mão do Bom Pastor. Agora com alegria, abra o seu coração para receber a bênção deste dia.

Ouça o áudio

Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual.

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