PESSOAS IDOSAS GANHAM ESPAÇO NO PARLAMENTO
A presença de pessoas idosas no Congresso Nacional revela uma mudança importante no perfil da representação política brasileira. Parlamentares com 60 anos ou mais chegam ao Legislativo levando experiência, memória institucional, conhecimento da administração pública e vivência de diferentes momentos da história do país. Essa bagagem pode contribuir para decisões mais ponderadas e para a formulação de políticas públicas voltadas a uma sociedade que também está envelhecendo.
Na Câmara dos Deputados, a nova legislatura terá uma participação expressiva de pessoas idosas: 23,5% dos 513 deputados eleitos têm 60 anos ou mais. Desse total, 17,5% estão na faixa de 60 a 69 anos e 6% têm 70 anos ou mais. A média de idade dos eleitos é de aproximadamente 49,9 anos.
No Senado, onde a experiência política tradicionalmente possui forte presença, levantamento oficial anterior apontava 47 dos 81 senadores com 60 anos ou mais, equivalentes a 58% da Casa.
Além da experiência, a idade pode proporcionar algumas prerrogativas regimentais. Na Câmara, por exemplo, parlamentares com 60 anos ou mais têm prioridade em determinados critérios administrativos, como a dispensa do sorteio para escolha de gabinete.
Entre os eleitos para a próxima legislatura, Magda Mofatto e Luiz Carlos Busato, ambos com 77 anos, serão os mais idosos da Câmara. A experiência, portanto, não significa apenas idade: pode representar memória, maturidade e capacidade de contribuir para um Parlamento mais conectado com todas as gerações.
Matéria: Núcleo de Produção da Repapi para o Portal idosonews.com.br / Fonte: RepapiNet / Imagem IA: Arquivo da Repapi
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