Queridos. O cenário de Betânia, no capítulo 11 de João, é o retrato da angústia humana. Duas irmãs, Marta e Maria, enfrentam o luto pelo irmão Lázaro. No entanto, o que parece ser o fim de uma história é, na verdade, o palco para a maior revelação de Cristo antes da Sua própria cruz. Este milagre não é apenas um feito extraordinário; é um "sinal", um apontador que nos direciona para a identidade divina de Jesus. Ele não veio apenas para adiar a morte de alguns, mas para vencê-la definitivamente por meio do Espírito.
A Comoção que Revela Humanidade, O texto nos mostra um Jesus que se comove. Ao ver o choro de Maria e dos que a cercavam, Ele "estremeceu no espírito e perturbou-se". Aqui, vemos a beleza da encarnação. Jesus não é um Deus distante e indiferente à dor. Ele chora.
Imagine um médico que, ao dar uma notícia difícil a uma família, também deixa escapar uma lágrima. Isso não o torna menos competente; torna-o mais próximo. Jesus chora porque entende o peso do pecado, e da morte sobre a humanidade. Sua humanidade O conecta às nossas dores, provando que Ele caminha conosco no vale da sombra da morte. Ele não apenas cura; Ele sente.
A Proclamação Revela a Divindade, após demonstrar Sua humanidade, Jesus eleva o nível da conversa para a esfera eterna. Ele diz a Marta: "Eu sou a ressurreição e a vida". Note que Jesus não diz que "tem" o poder de ressuscitar, mas que Ele é a própria Ressurreição. Este milagre revela um atributo extra-humano. Enquanto nós dependemos de circunstâncias, Jesus é a fonte da vida. A morte para Ele não é um muro, mas uma porta que Ele tem a chave.
Uma lâmpada precisa ser ligada a uma fonte para brilhar; o sol brilha porque sua essência é o fogo e a luz. Jesus não "recebe" vida para dar; Ele é o Sol da Justiça, a fonte inesgotável que expulsa as trevas do sepulcro.
O Convite para Crer no Impossível reside na pergunta feita a Marta e, consequentemente, a cada um de nós: "Crês nisso?". Antes de ordenar "Lázaro, vem para fora!", Jesus exige um posicionamento de fé. Ele ordena que a pedra seja removida. Por que o Senhor do universo pediria ajuda humana para mover uma pedra? Porque Ele quer a nossa cooperação no processo de milagre.
Remover a pedra representa a nossa disposição em abandonar o ceticismo e o cheiro da morte, a "fetidez" mencionada por Marta, para dar lugar à voz do Espírito. Quando Jesus grita o nome de Lázaro, Ele separa o indivíduo do caos da morte. Frequentemente, guardamos áreas de nossa vida em "sepulcros", como sonhos mortos, relacionamentos destruídos ou vícios. Jesus se aproxima hoje desses túmulos, e pergunta se acreditamos que Ele pode trazer vida onde só há silêncio.
Queridos. A ressurreição de Lázaro nos ensina que a morte não tem a última palavra. O choro é real, mas a esperança é eterna. Jesus é o Deus que chora conosco na sexta-feira de dor para nos ressuscitar no domingo de glória. Se Ele é a Ressurreição e a Vida, então nenhum abismo é profundo demais que Ele não possa resgatar, e nenhum coração é árido demais que Seu Espírito não possa vivificar. Agora com alegria, abra o seu coração para receber a bênção deste dia.
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